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OBJETO...DE PROSTITUIÇÃO

OBJETO...DE PROSTITUIÇÃO
(Autor: Antonio Brás Constante)

De passagem vejo teu vulto vulgar. Fúteis encantos, embrulhados em véus de ilusão.
Mercadoria de carne. Mordida. Sem gosto. Pedaço de vida, oferecida ao luar;

Tua cena, minha pena, consciência pesada, figura desgraçada, desperdício de emoção. Levo-te no esquecimento, essência censurada, que machuca o coração. Mas minha tristeza por ti é tão falsa, quanto teu sorriso de excitação.

Imagem divina, transgredida, agredida, fingida em tua paixão. Lixo social, em corpo de menina, violada, desejada, a sarjeta é tua parada. Do escudo de teu desprezo te proteges desta sina.

Sigo em frente, exalando em fumaça traços de compaixão, que se recolhem no esquecimento, entre tantos que percebem teu sofrimento, mas passam sem te estender a mão;

Segue sozinha, miragem profana, bebendo a amargura humana. Flagelo urbano. Rosto sem nome. Prossegue em teu destino. A noite acompanha teu fardo, dos corpos que cruzaram o teu caminho.
 
(SITES: www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
e-mail: abrasc@terra.com.br

NOTA DO AUTOR: Divulgando este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).


Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 30/03/2006
Reeditado em 18/05/2006
Código do texto: T131040
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Sobre o autor
Antonio Brás Constante
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 100 anos
399 textos (85261 leituras)
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Antonio Brás Constante