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Palavra de Poeta





Ser poeta é quebrar o silencio da alma
Curando a ferida que a palavra contém
Suspendendo o grito, que a boca engoliu
Nas horas roubadas do além

Ser poeta é apostar tudo na vida
Blefando a morte
Driblando a sorte
Sem que uma só palavra seja dita

Bendita a palavra que não foi proferida
Esquecida no som da poesia
Embalada em suave melodia
Dissipando, por fim, toda agonia

Ser poeta e deixar–se poetar
Sem rimas, sem regras, sem cadência
É permitir que a ilusão venha se apresentar
De modo a conservar sua inocência

Ser poeta e jamais deixar de imaginar
É sonhar nos braços da eternidade
Até que ele mesmo, com naturalidade
Em seus próprios versos venha a se transformar.



(uma reflexão referindo-se a Poesia de Bolso 21 de Aldo Guerra)

Priscila de Loureiro Coelho
Enviado por Priscila de Loureiro Coelho em 31/03/2006
Código do texto: T131616
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Sobre a autora
Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí - São Paulo - Brasil, 65 anos
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1 e-livros (148 leituras)
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Priscila de Loureiro Coelho