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A dama de vermelho


 elisasantos

Deitei-me no silêncio, folha em branco
Na necessidade de ler alto uma poesia que não fiz
No espelho, ela! Fazendo mímica de mim...
Todos os meus sentidos fervilham
"Quem é você?", "Eu?", "É, você!".

Aproveitando-se da minha paralisia
Sua aparência narcisista se impôs
Palavras chicotearam o ar!

- " Para me proteger, fantasio suas vontades
 como dependo de você , finjo, falseio,
 ora me mostro, ora me velo, ora me revelo
 vou me versionando, tecemos uma teia singular,
feita da fibra dos momentos, que não existiriam sem nós,
como também não teceríamos aquela teia,
se não emprestássemos os fios da vida de cada um.
Existo  em você, nos outros e em mim.
Nos limites, subverto a ordem, recrio aleatoriamente o mundo"

 
- Por isso digo  levante-se desse silêncio,
Vista seu vestido vermelho, música  preciso ouvir!

 
 
 
elisasantos
Enviado por elisasantos em 02/04/2006
Código do texto: T132669
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Sobre a autora
elisasantos
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
430 textos (24473 leituras)
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4 e-livros (163 leituras)
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