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Entre as gavetas viciadas,
Nas marcas tantas, nas infinitas
Cartas amareladas, no silêncio
Da prece que fazíamos,
Soam as doze badaladas.
No perigoso silêncio de uma lágrima,
Ao cuidar dos vasos, flores de você.
As paredes cálidas, falam você.
Saudade, oposto de nós.
Solidão, dor atroz.
No sacro silêncio de uma lágrima
Soam as doze badaladas,
Em acordes rítmicos, uma após uma, após...
Soam as doze badaladas,
No perigoso silêncio de uma lágrima
Que cai eternizada, calando minha voz.

Tonho França.
Tonho França
Enviado por Tonho França em 03/04/2006
Código do texto: T133021
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Sobre o autor
Tonho França
Guaratinguetá - São Paulo - Brasil, 51 anos
82 textos (5754 leituras)
4 e-livros (356 leituras)
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Tonho França