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Começou assim...

Chegou
O ponteiro das horas cutucou
Sua vez ele disse
Na medida em que o tempo parou
Desmiolou a mesmice
Dois pãezinhos franceses
Com margarina
Uma xícara despertadora de café
Desesperado por um migué
Que engane o dia
Hoje é sexta-feira
Mas no calendário diz segunda
Sou mais
uma lata de cola pra cafungar
Do que à minha sinhá
filha da puta
Usa gírias do tempo do epa
Incompatíveis com minha poesia
Repito por educação
Bom dia
Despertei seis e meia
Trinta minutos depois o cachorro lambia minha boca
Levantei direto pro banheiro
Fiz pose de rei
Sentado no trono
despejando o que o sono
Se encarregou de processar
Tiro a meleca do canto dos olhos
Abro o chuveiro no inverno
Visto a primeira roupa que encontro
A sola do meu tênis ta soltando
Vamu
Vamu que vamu
Não vai dar tempo de comer nada
Grito
Mãe to indo embora
Bom dia vizinha
Meu final de semana foi cachaça
Amor e fumaça
Sinaliza pra mim
Que agora já não sou caça
Vira à esquerda
Dá uma buzinada
Remanga arregaça
Mete a mão na massa
Antes que a escravocrata
Me embaça
Faz falta
A liberdade de criar
Na medida inexata
Não posso reclamar de azar
Meu coração transborda
Isso vai me ajudar
Seguro a peteca
Pra não desanimar
Começou de novo
É apenas mais uma segunda.
Marco Cardoso
Enviado por Marco Cardoso em 03/04/2006
Código do texto: T133042
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Sobre o autor
Marco Cardoso
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil
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Marco Cardoso