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OS MEDOS DO AMOR

Não me leve a mal
nem me desgoste tão cedo:
amanhã é dia normal
e a gente tem que acordar cedo.
E o amor, como qualquer outro mal,
também guarda seus medos.
Tem também este gosto de sal
que aos poucos molha o enredo
desse romance nada banal
que se escreveu a muitas mãos
e foi ficando, meio assim,
cheio de dedos.
Não me leve a mal,
não entenda errado minha palavra pouca.
O amor guarda mais medos,
quando se desnuda e vê-se assim,
quase sem roupa.
É preciso dose extra de ousadia
para tirar do amor a pele de euforia
que o acompanha nos finais de semana
e olhá-lo no dia-a-dia,
sem essa pressa tamanha,
sem temer a perda da alegria
que de início, sempre o acompanha.
Quem já amou demais
sabe que é preciso
ter cautela, carinho e tato
ao lidar com esta criança arteira...
Quem conhece o amor sabe que é fato:
Ele não gosta de segunda-feira!


Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 27/04/2005
Código do texto: T13338

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154021 leituras)
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Débora Denadai