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O Vermelho e o Negro

Minha vida resgatada, como se só o destino quisesse...
Tudo mudado. Eu quase sem notar...
Tudo que me viesse,
Seria melhor que meu lar...

Redimi-me,
Poli-me,
Sujeitei-me,
Dei-me...

Esperando qual seria minha sina...
E me fizeram preceptor...
Deram-me posição, me deram valor...
E gostei de ser, gostei da mina,
Que passei a explorar...
Puder ler, pude viver,
Pude crescer, pude gostar...
Esse foi meu pecado.
Mas como não pecar...
Se hoje eu sou amado,
Só me resta amar...

Mas existem as questões sociais,
As matrimoniais,
As sentimentais,
As morais...
Questões a mais...

Acabo cedendo à luxúria.
Não consigo resistir...
Mesmo que a relação seja espúria...
Eu quero te sentir...

Resolvo ir,
Tudo vale e não vale a pena...
Quero seguir...
Meu destino, meu lema...

E sigo a minha sorte...
Outra vida, outros nomes.
Desenvolvo, sigo forte...
Sou enfim quase um grande homem...

O amor novamente...
Faz-me tropeçar...
Sou amigo, sou amor, sou amante...
Tudo a se perder, eu a me achar...
O amor me faz,
E me desfaz...
O amor me encanta,
E me agiganta...
O amor me faz perder,
E me faz morrer...

E morro por um triz...
Sem cabeça...
Que ela não me esqueça.
Quase fui realmente feliz...

Obs.: Poesia inspirada no livro O Vermelho e o Negro de Stendhal
Nagredla
Enviado por Nagredla em 04/04/2006
Código do texto: T133438
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Nagredla
Miguel Pereira - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
233 textos (49745 leituras)
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