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Amor de Fim

vira mesa,
põe mesa,
torce a corda,
banha no sol,
acalma a horda,
porque
estamos
juntos.

juntos de bastar:
ela sentada no meu
colo de verão,
e eu deitado
no seu espírito
até frágil,
mas vibrante
e meio
colossal.

ai, dá em
dúvida.

ela, bonita,
croata de
frente,
formada em
flores de
plumas
de jardim,
sempre bela,
igual sol
de inverno,
sempre afim
de jorrar o
quente.

ai,vem a dúvida.

todo homem tem,
se não tem
um dia vai
encontrar,
como se acha
um cacho de uva,
esquecido no pomar.

eu não gosto mais dela.
ela não gosta mais de mim.

nem abrindo janela
pra entrar algum vento,
ou fechando portas,
pra esconder o céu azul.

estamos igual fundo de
panela:
não servimos mais pra nada.

e esta história
fim não tem:

não há como se
largar
um do outro,
nem carregando
a bandeira dos
solitários.

o tempo morreu
em nós,
passamos da época,
viramos saudade
de criança.

agora, vai dizer
isso pra ela:
-não digo não!
vem dizer pra mim,
não aceito não !

quem mandou casar
a gente?
sabendo que o enlace
começa de um lado
e termina do outro.

azar!

somos agora
um par
que mora
no fim do mundo.

amor danado!

começa
e sempre tem fim!

e ainda dança
na ala dos alados !

fim, não tem!

tem fingido
de arder,
tem ungidos,
sem prazer !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 05/04/2006
Código do texto: T134162
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel