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Uma Carruagem Para Charlene

passivo
e branco
são cores.

até impossíveis,
mas são.

e vi um passivo
que nem
branco
era.

passivo e branco,
são dores.
que nos passam
sem flores.

e

quem me dera
dera eu!

ser deus
dos passivos!

eles moram
ali,
bem na esquina
dos jornais.

quem me dera,
em você.

orar, quem dera?

pois a
mesma
a cor,é de carmim,
suado,
que faz sombra
nos desavisados !

pois o que me
suaviza
alenta também
a sombra
de tormenta
dos que vão,
toda hora.

hora e meia
experimentam
a morte
sem sequer
na vida
ter passado.

são passivos,
moram na morte,
dão medo
de criança,
são brancos
de céu
e sozinhos ficam
esperando
os que chegam,
os novos donos
da morte.

passivos,são!
medo dão!
ave!
zé bento
das águas,
nos alivia.

medo da morte
a gente tem.
pois nem de gosto
a gente sabe
como vem.

me alivia,
pai meu!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 05/04/2006
Código do texto: T134176
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel