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Aprendiz de Faisão

e aqui vinha eu
de plena
passagem,
guarda-chuva de pó,
com com medo
de aremedos
de chuva.

e vinha eu
de sobretudo
de homem
e galochas
de ateu.

vinha eu,
pacífico,
igual uma
pluma
solta no ar.

e aqui vinha eu
pleno de
alegria
de risos,
mas carregando
por dentro,
logo eu,
sincero
e nada ácido,
dúvidas
muito lentas.

sabia.

os deuses
foram
tomar
banho de sol
na praia
dos zeus!


pronto
estava
prá levar
um bota-fora
dela.

dito e feito.

não sou
jejuita,
mas acredito:
mulher de pronto
é fria de homem.

pois, enquanto
ele dorme tranquilo,
ela dorme
nada franzina
com outro homem.

outro homem!

que mais parece
uma crina
de tanto cabelo
escondendo
o fazedor
de fazendas.

por isso
elas gostam.

por ser assim:
sou
judas de hoje,
mulher perdida,
lá fica
lambendo
o fruto doce
e proibido
da dura
traição.

compreendo
minha afeição
que se brutalizou
em traição!

mas,
apreendi
com ferro,
sem berro:

e não sou faisão:
mas, agora,
coisa minha
tem que ter lacre
senão outro homem
vem e abre com
paixão!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 10/04/2006
Código do texto: T136656
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel