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...cá de minha Ilha,...

É sempre bom ouvir uma voz amiga,
mesmo do outro lado da cidade.
É sempre bom.
Arrefece um pouco a saudade.
Arrefece a espera.
Dói pela distância,
dói por não estar tão próxima
como gostaria que estivesse.
Dói a espera.
O charuto queima no cinzeiro,
como troa o peito no amargo da espera.
Bem, mas temos tantas coisas por fazer.
Tantas coisas para serem vistas.
Alguém batendo de lado,
clamando atenção.
E agora não podemos dividir espaço,
tempo, corpo e algum modo de dizer...
eu espero e canto minhas dores.
Minhas dores... quanto minhas,
se não fosse de outro,
quanto velhas como a própria vida.
Eu espero... cá de minha Ilha,
nesta praia onde me escondo
neste frágil pensar.
Amada Ilha, que me compartilha,
que me envolve, saturando tantos anseios,
tantos sonhos...
No outro lado da cidade,
alguém também se entrega ao canto.

Escuto aqui o seu lamento.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 29/04/2005
Reeditado em 30/06/2005
Código do texto: T13708
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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