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Nossa tonalidade é um azul infinito,
mas houve tempo em que era vermelho
reflexo, retrocesso, quando éramos só
espelhos opostos a refletir.

Se ontem éramos vorazes,
hoje nossos mais aguçados sonhos
elucidam-se num único tom
constante a nos abrandar.

Outrora fomos exaltação,
hoje só bonança e calmaria
fruto de reconciliação.
Confrontamos o tempo e por galardão
recebemos o tom adequado,
distinta nuance na cor da paixão.

É o teu sorriso trás em si supremo dom,
de me asilar nos teus braços,
é compasso que me interpreta e me ganha,
na hora e medida certa.

Gosto do teu jeito de olhar,
de moderar as palavras
antes de as lançar, mas
quando careço paixão
é em suas indizíveis mãos,
que sem receio ...
consinto em me entregar.

Você é bem mais que meu alento.
É brandura, é sonho, é sentimento.
E emoção cristalizada, que
não canso de almejar.

Andrea Cristina Lopes - PR
AndreaCristina Lopes
Enviado por AndreaCristina Lopes em 29/04/2005
Reeditado em 22/11/2010
Código do texto: T13736
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
AndreaCristina Lopes
Cascavel - Paraná - Brasil, 43 anos
483 textos (22678 leituras)
6 áudios (660 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 10:16)
AndreaCristina Lopes