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Vida de Rascunho

Me encolho entre as paredes,
feitas de portas e janelas;
mas não saída possível,
não há solução aparente!

Corro! Por entre
fugos e alamedas.
Corro! Prá dentro de mim.
Corro! ácido e com medo.

Medo de fuga!
Medo de quem vive,
de quem vem atrás,
medo inerente que
me faz vara de pular!

Azáscritos! Que rodeiam
meu céu,
façam de minha agonia
por inteiro, ou me apazigam
com flores de abril!

Cumpro sentença interior
sou lavrador de passados,
e por elas não sou de atravessar!

E se um dia fiz
fui, no desacerto, cair
dentro de mim!

Faço o que não posso,
obedeço a quem não devo,
peço a quem não me dá!

Oro!
Zilubéus de minha vida
torna-a sequente do tempo,
faça voar,
prá bem longe dos
braços delas.

Minha vida já rascunha
o chão de rabiscos,
que tem a alcunha
de pleno arisco:
e desolados dos plenos,
vôo, fantoche,
pro fim do mundo !

José Kappel
Enviado por José Kappel em 13/04/2006
Código do texto: T138298
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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