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Aragens

Tirei um tempo,
tempo meio azedo,
prá lembrar de você,
foi uma coisa de nada,
e já passou o medo.

Lembrei de seu
perfume,
gasto em mim
centenas de vezes,
prá no fim ver tudo
morrer...
morrer no ar
no ar úmido
dos vagalumes.

Não era prá ser
uma história,
história triste.

Mas, de repente,
a vida em riste
me levou pro seu lado
e, eu, de vago à sozinho,
chorei baixinho.

Lembro que
perdi seu mundo
e ganhei só um
lenço de perfume.

Sabe, moça,
se te ama
e ama alguém,
presentei
seu corpo
molhado e
perfumado
a quem ama.

Ele lembrará,
de vivo à mortal,
que um dia,
foi ganho de
dádivas e
foram feitos
de aragem do amor,
e com o brando
sôpro
de sua vida.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 14/04/2006
Código do texto: T138882
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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