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Saudade de Véspera

virei de pouco
a praça dela,
era manhã de sol
de queimar até os
brutos, e de
fazer brilhar
as flores
sozinhas.

é na praça dela,
que vou todo dia:
foi ali que ela
rodopiou de mulher,
com um lenço
vermelho,de adorno
de bela.

vou lá mais pra
saudade matar:
dói,e mais dói,
saber que ela não
vive mais ali,
nem vive mais
em mim.

paciência.

amor eu tenho.

e luto contra
todos
mas, perco de
virada, pra
máscara do tempo,
com essa mania
de marcar tudo.

o tempo nos
levou.

ela foi sentar
no colo de outro,
e eu fiz
pirraça de
criança,
e fiquei sozinho,
bem assim.

sozinho,
deixas
encarocoladas
de viver,
sentado no
banco do tempo,
onde só de
lembrar o
amor que
tinha por ela
me dói até hoje,
de arder.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 14/04/2006
Código do texto: T138886
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel

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