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Assim, Vivo Assim

perdi a corrente
da vida,
o enlace de mãos,
os afagos de beijos,
e o corpo de espírito,
do homem que sempre
me iluminou de
rosas.

prá frente,
sou da frente,
daquela que
carrega o andor
de flores.

ouso dizer
que o destino
me deu, por garra,
e desdém, a facilidade
da perca.

sou sinada com isso.

ganho fadas de bondade
e depois me tiram
sem nada falar,
sem ao menos citar
que eu o amava,
de fraternal ao
mais íntimo cálice
de cidras de
felicidade.

orquídeas!
se iluminem,
é a minha vez.

tiro por cima;
choro para as estrelas,
endosso a dor de não
ter - é é fenomenal -
passando a amar
meu próximo e a
dever amor -
manto de seda -
dádiva do ocaso,
aos frutos dos
hibernais.

choro particular
com tema
bem sozinho
e íntimo.

peno sozinha
feito árvores
plantadas
no cimento
vazio.

mas sei,
que dando
as mãos,
um dia há de chegar,
a nova voz da vida,
e a ela -
príncipe ou rei -,
terei que
entregar
meus passos
iluminados.

mas sei e juro,
que esquecer,
não esqueço não,
de todo,puro!

sei dele por saudade,
sei que se foi
em direção
onde palpitam
os calmos e puros.

um dia, talvez um dia,
a gente volte a ser
o que era:
eu, rainha de sandálias
de ouro,
você, rei do feliz,
com lábios de lilás.

espere,
me espero,
vou junto,
me aguarde,
daqui de baixo
o vejo,
encastelado
de saudades
no veleiro
da vida.

e daqui
já vou
deixo,

um beijo.

assim,
vivo assim!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 14/04/2006
Código do texto: T138887
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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