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Entre paragens

Eu não fui cavar no tempo o brilho esquecido
Cortejar flores que se embrunham ao luar
Não despejei meus olhar convicto
Em paisagem pobre de semear

Foi pelo eterno, em nome do impalpável
Que toquei o peito com suas feridas
Em nome do ardor inconsolável
Para reavivar o perecido em outras vidas

Não me ocultei, não me revelei
Mostrei meu amor como identidade
Se falhei quando sorri, nada reverenciei
Mas chorei por nada ao dizer a verdade

Só não me orgulho de ter deixado
Para o início da vigília o vôo profundo
Tapei buracos no vento desbotado
Não era o tempo do etéreo em meu mundo

Sonhei com os olhos cerrados,
Raciocinei com os olhos pro alto
Fitando o incerto com sorrisos acabrunhados
Volvendo ao início, refazendo-me num salto

Tantas paragens receberam minha paz
Quando sustentei angústia, sem deixar fugir
Esperança no murmúrio que deixei escapar
Soube, então, como se aprende a não mentir

E agora, que nem o derradeiro momento se cogita
Permeio o pensamento de paz, a serenar
Querendo amar pelo eterno, em nome do que se precipita
Podendo dizer acabou o medo, é tempo de remediar...
Mar de Oliveira Campos
Enviado por Mar de Oliveira Campos em 14/04/2006
Código do texto: T139227
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Sobre o autor
Mar de Oliveira Campos
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Mar de Oliveira Campos