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Fuga

Fuga.

Na parede, uns versos antigos,
O quadro de tantas gerações
Protege o silêncio do branco.
Olho a mesa, cadeiras, toalha de linho,
Tudo inerte, intacto, equilíbrio.
Fecho a porta devagar, nada comigo,
Fecho a vida devagar, nada comigo,
Desço as escadas longas, como o destino,
Na rua perfil de temporal, vento e nuvens.
O céu fecha mais depressa que as pessoas,
O céu fecha depressa, nada comigo.
O céu fecha, nada comigo.
As portas, e o céu, nada comigo.
As portas do céu fecham...
As portas do céu...
As portas
O céu
Nunca foi abrigo.

Tonho França.
Tonho França
Enviado por Tonho França em 15/04/2006
Código do texto: T139731
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Sobre o autor
Tonho França
Guaratinguetá - São Paulo - Brasil, 51 anos
82 textos (5759 leituras)
4 e-livros (356 leituras)
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Tonho França