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(imasgem: Branco e Preto,de Mariam El Hasnoui)

QUEM SE HABILITA?


Houve uma vez -
e nem faz tanto -
eu quis me virar em monja:
afogar todos afagos,
em rasgos e muita esponja.
Apagar o cio sem dó,
secar a mina que escorre,
fingindo que assim ela morre,
e retorna a nada, ao pó.
Foi uma vez,
e nem faz tanto,
que o outro me disse -
até parece um quebranto -
que eu não levava jeito,
e de quebra, na empreitada,
ia arrebentar no peito
a vocação dos outros tantos,
que ali se reuniam
em vestibular pra santo.
Foi uma vez -
droga, nem faz tanto -
se foi o meu projeto,
já logo desistia
porque lá dentro me ardia,
queimava sem piedade,
uma chama, um fogo, um vulcão
e descobri, pobrezinha,
que mesmo eu sozinha
só tinha jeito pra tesão.
Dizem aí que eu sou filha
de um tal Deus, dono do mundo.
Cadê o Cara que não aparece,
nem mesmo se compadece,
dessa a candidata a monja,
que anda aqui abestada
com esse jeito de songa-monga?
Cadê o cara -  ô de Cima,
veja lá se não me irrita,
não sou lá boa de fita,
mas alguém aí se habilita?
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 17/04/2006
Reeditado em 17/04/2006
Código do texto: T140532

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154024 leituras)
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Débora Denadai