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Difícil, Não Saio

tenho um sério
problema,
só comum
a mim mesmo,
sem partilha,
com dispensa
de bandeiras
e emblemas.

onde vou,
e vou sempre,
estão pedindo
minha saída,
assim, sem
nada haver,
assim,
de repente.

e me mandam
sair !
ela gosta,
ela gosta
- vexada por mim !

é uma voz que
manda,
é um sussuro,
meloso  e
carinhoso,
é uma meia-voz,
sempre dizendo
pra de lá sair,
prá lá
bem desandar.

e assim
corremos  dias,
varamos
noites,
corremos
bares da
meia-noite,
igual seixos,
igual beijo frio.

assim,
dentro
de meus pormenores,
que são grandes,
resolvi,
de bom agrado,
de paz e feliz
portentonse:

daqui não saio mais,
daqui nem vaia me retira,
sei que a saia é azul
e meu amor por
ela
de feirante
não é.

por isso
nao saio
mas
debaixo da
saia dela,
de meu amor
de sempre,
e sempre.

que só veste
azul.

lá na minha roça
isso tem um nome:
chamego de amor,
pois pra ser eterno,
você divide por
nove, tira zero,
pois paz e amor
calor de quentura,
só mesmo
debaixo
da saia dela.

zulzinho,
tudo muito
zulzinho!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 18/04/2006
Código do texto: T140895
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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