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Meia-Parte do Caos

Compreender é achar,
achar é descobrir
Descobrir é tentar.
Achar às vezes não vale um tostão.

Questão de lógica.

Se o sentido é a voz
é a primeira a chamar,
a primeira a ouvir,
a primeira e titubear.

Se é humano
vai redobrar assim!

Voz
de minha manhã sem
tardes a se pôr.

Não se acha nada no escuro.
Não se encontra nada no meio-perdão!
Se vivo nele é por garantia.

Não se acham coisas ao léu
Não se acham coisas num cordão.

Se vivo, faço por achar
Se acho, perco, se lá encontrar,

Mas ninguém faz questão.
Se a vida é uma só:
trigal de milhos só
bordejam minhas léguas
de solidão!

Porque fazer de duas nossas vidas?
Procurar e não achar,
e quando encontrar
virar tudo corrimão?

Quando,
pergunto, dizem que não, quando
peço,mandam passar depois.

Depois é agora, veludo e carmim,
pêssegos e goma prá comer,com prazer.

Se ouço. Apráz do mitos!

Se sou quem falo. se falo,
ninguém escuta.

Agora, parto, medido e metrificado,
e digo:
de que me importam os bravejos?

Elas se fecham e se abrem apenas
as janelas para o pôr-do-sol.

Se há
vida ali, eu sou meia parte da vida,
meia parte de seu sonho,
meia-parte do caos!

Mas que vida sombraceira!
Cheia de aves e chaves!

Mas tudo correto:
ao léu,
na corrente no mar
que leva aos céus!

Mas ninguém me trás
o pouco de paz
que me deram ao nascer!

E deixe suas ondas
quebrar,
ao primeiro quebra-mar,
cujo nome lhe deram;
Maria!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 18/04/2006
Código do texto: T140903
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel