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Além das Portas

Eu posso ter tudo julgando que tenho tudo
que quero. Se eu acho que possuo tudo, então
tenho as coisas que quero.

Se eu perco no caminho algo de precioso.

Apenas disfarço e sigo em frente.

Magoado e triste. Mas vou de cabeça
erguida.Latente!

Tenho o que posso.
O que não posso julgo que tenho.

Além das Portas Sombreadas
vive o outro eu.
Cáustico,enigmático,diápaso,
conivente com o humano e com as
bordas dos corpos que me
outorgam algum calor.

Se meu tempo já passou.
Ele passou. Esquece.

Não torture os olhos com
lágrimas.
Viva cada dia,esperando a noite
e dentro da noite se prontei
para esperar seu novo raiar.

Ilusões à parte, não sou feliz
assim.Mas me acomodo assim.

E tenho o que posso
e as que não posso,
finjo de barbatanas
bem afiadas, que as tenho.

Mas, pensando bem...
não sou feliz assim.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 19/04/2006
Código do texto: T141501
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel