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CACTO

Queria escrever-te um poema
pra você saber que pena
que o teu oco me dá.
Inútil.
Nem vale a pena.
Sei lá.
Você não existe: vegeta.
E como planta, é cacto.
Só espeta.
Não floresce.
E quando o faz
é pasto ao gado faminto.
É pena.
Mas se digo outra coisa,
é bem verdade que minto.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 01/05/2005
Código do texto: T14182

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154019 leituras)
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Débora Denadai