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Terra Lenta

Águia Sem Pouso
Águia sem Pouso

no princípio ficou
tudo claro,
no fim, só
acertamos
o rebarbo.

ficaram tediosos
os alvos dias,
sem ao menos saber
de quem eram.

meia-sorte
de quem é dono
dos dias
é também
dono de toda
a vida
e da imensa
morte !

se donos tinham
eram,
ora! dos bentos!

dias meus!
dias seus!

e todo
me
pergunto:
que fase
é essa
que só
me perco
dentro
de mim?

igual à lilases,
sem nascer !

de tudo que
restou,
de pronto,
ficou pouco.

um par de roupas,
quinquilharias
de homem, e uma
dor sofrida que
dela sobrou,

na terra lenta,
sou de lastro,
e lá sou apelidado
de cata-vento!

e, ainda,
sendo lá um
dos
menos.

E roda pra cá,
e vira pra lá.

hoje, apenas
restou a imagem,
minha e dela,
que nem o basto
espelho gostou !

virei águia
sem pouso,
virei guia
dos poucos !

José Kappel
Enviado por José Kappel em 20/04/2006
Código do texto: T142029
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel