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O som triste da beleza

Soluça em tom maior o esquecido alaúde,
Rude pauta balança a corda, que convulsa
Debruça nas horas a melodia que não pude;
Atitude cúmplice soa em cada nota avulsa.
 
Cruel sinfonia que percorre minha pele alva
Salva-me de mágoas amassadas qual papel,
Farnel de poesias deram, perfumadas de malva.
Escrava musa eis, sonora e pincelada em pastel.
 
Adormeceu no chão, acordou em mim
Estopim da febre que sem juras me abateu;
Feneceu como viveu, encantada no jardim.
 
Toca o alaúde perturbado pela tristeza
Certeza tem, reticente, da dor que ora evoca,
Provoca sem culpa espalhando sóbria beleza.
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 20/04/2006
Reeditado em 04/01/2015
Código do texto: T142456
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55630 leituras)
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1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 18:48)
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