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Reis de Um Nome Só

De que valem tantas pedras,
presas aos ombros,
com amarras de cordas
de vime e crespadas de vidro?

De que vale meu início
se ele não tem data,
nome ou paisagem?

De que me vale vagar
em moinhos de trigo,
que faz o caminho e o mundo,
que faz a trilha, mas é sempre
o contrário dos espelhos.

Se me vergo à estação do medo,
é que dorme em mim os que foram
e os que serão.

Bravo rejubilo que, em meu caos,
canta a trova do medo,
cria o corpo e o faz duende
ao próximo e ao mais próximo.

Vive do nada, que não tem data,
aos reis sem nome,
ao cultivo do sal na
Ópera dos Alados.

Se um dia foi assim,
perco em mim o
gesto e a postura.

Por comodidade,
é róseo e vasto este mundo;
é cruel se me deixar
vivermais uma vida
sem ser mais ser dela.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 21/04/2006
Código do texto: T142624
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel