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Roda de Criança

São coisas que passam
feito roda de criança.
Coisas que passam
como vento creme-sudeste.
Tempo cheio de intempéries
que não vai e não fica.
Todos os soberbos passam a se
achar na solidão.
São cristalinos
e de absurdos
sobrevivem.
Coisas do tempo
que masca o próximo
como se fosse uma
enfrenagem dirigida por ninguém.
Tempo o bastante para se
criar
sozinho entre árvores
e bosques infindáveis de
luzes e sombras.
Mas neste parque não entra
qualquer
um,não.
É parque interior de
duas portas,
onde você é o próximo é
o seu segundo, espelho-d'água!
Coisa que você nunca teve!
Se a vida passa você fica
apenas como um elo
dos sem tempos e sem vagas.
Elos dos perdidos e sem céu.
Se nele tentar sobreviver,
mas coesa e sincera
é sua premente queda.
Nesta história de vida
quem manda primeiro é
o guarda,
quem manda segundo
é a terceira, que faz a dor.
E se você se humilha diante
dela
e a vez dela
e dela você vira suco
de sofrer.
Aprendi tudo na vida,
aprendi que perder
é sinônimo de vida,
dos perdidos, sem achados.
Não há espaço para
respirar.
Bem,ai...ai,
é só você puxar
a corda.
E você vira,de repente,
um barril de morte.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 22/04/2006
Código do texto: T143144
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel