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Poema 0265 - Luz azul


 
Minha luz não é mortal, nem minha paixão...
não sou crepúsculo de nada,
meu amor não é pálido,
posso me perder vez ou outra e volto...
 
Estarei absorto sem meus pensamentos,
minha estrada é a lua, meu tesouro... perdi,
foram andanças as quais não lembro o destino,
tinham reflexos de luz, eram fogos, hoje cinzas.
 
Um dia fui somente um ser destruído,
a alma perdida em um corpo insano,
fecunda é a paixão que corre nas veias,
devolvestes a tristeza ao seu lugar nenhum.
 
Sou uma pequena porção da vida,
pedaços inteiros de um amor derradeiro,
conheço-me e desconheço qualquer sentimento;
insone, não posso voar se não tenho sonhos.
 
Direi minhas últimas palavras nesta noite,
ninguém vai ouvir, mesmo que grite minha morte,
um dia teria mesmo destruído minha alma,
vou agora para o azul, nenhum céu, apenas azul.

08/05/2005

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 02/05/2005
Código do texto: T14335
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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