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Poema 0273 - Amor e prazer


 
Poderia amar tanto que talvez te machucasse!
Sou profundo em meus loucos desejos,
não farei tuas vontades, domo teus sentimentos,
até quando o amor for além da alma.
 
Nas palavras não consigo mostrar a fome da paixão,
no corpo um grito ensurdecedor,
é quando sinto a tua ausência,
a boca vazia do beijo, as mãos nuas do teu corpo.
 
Quero a língua molhada da tua saliva,
deixando pedaços dos sorrisos espalhados,
enquanto arrepios giram entre milhares de poros,
até que os nus provoquem cada parte dos sexos.
 
Deixa que minha alma invada os desejos inteiros,
partes de cada encontro programado,
de uma tarde, uma promessa, todos os gemidos,
das noites que dormimos sem fazer amor.
 
Não sou teu refúgio mais seguro,
mas os braços que te guardam no meio,
o carinho que tua pele reconhece,
até o roçar dos pêlos entre tuas pernas.
 
Farei amor como jamais fizemos,
tocarei cada milímetro sensível do teu corpo,
com minha boca, meus dedos, meu membro rijo,
até completar minhas mais loucas fantasias.
 
Quero teu corpo esparramado sobre o lençol desalinhado,
onde agora escondem manchas de líquidos,
de suores, de gozos misturados a perfumes,
onde também repouso, amante extasiado de prazer.
 
12/05/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 02/05/2005
Código do texto: T14343
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas