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Esperas

Não sou de esperas,
pois meu ponto não tem nome
e meu bonde me esqueceu no
caminho da vida.

Não sou oriental
nem de perseverança,
nem filiado à qualquer
dor;
não tenho par,
e, por um acaso,
sou devedor de
bandeiras de outras
terras.

Mas sou também fiho
do vento,
montaria da luz,
brioches das estrelas,
e chego a me espargir
de tão só.

Por isso nesta hora
que me avança como
tropas sem dono,
corro para seu retrato e
suplico:

Dona, faz vida de meu corpo
faz dele sua bandeira e esperança
e,se alguma coisa ainda sobrar,
faz dele seu carinho
e filia ele a seu amor.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 24/04/2006
Código do texto: T144315
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel