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Mel de Sonhos

A força do aquém
que me comove,
que me enlaça e me atira
são sonhos que me tem!

Sou vasto,
santo e puro,
rápido e descabido,
sou fruto
da árvore,
sou sombra da luta!

Se me impeço,
tenho vasto império,
de vozes roucas
e figuras sérias!

Sou a vez da luta,
sou a hora de ficar,
sou pingelas coloridas
de um amor pávido e sem
frutas!

Se é a corda que me enlaço
é a hora da vez!

Rodo! Faça de mim um relapso,
mas morrer,
não me deixe neste lençol
de parpamarinho,
esperando a hora
de minha vez !

Morrer não quero,
sem pelo menos uma vez!
Uma vez!Todo paramentado!
Debruçar nos seus lábios e
sussurar:
um dia vivi
aqui o doce mel dos
sonhos desencantandos!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 24/04/2006
Código do texto: T144318
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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