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A NUDEZ LÚCIDA DO ABRAÇO

Por te amar feito louco,
os olhos doidos perdi...
Poucos são os amores
que deixam a alma partida
quebrar e seguir a mente sã
dos cacos na solidão dos vidros.

Por te amar como poucos,
a cara de muitos perdi...
Poucos são os amores
que deixam a alma pelada
vestir o sentimento no corpo
das camisetas compondo jeans.

da roupa
que perdi inteira,
quando nu ganhei a rua,
ou quando desavergonhado
gritei sem noção de lucidez
enquanto tua febre terçã me cobria,
restou só alguns trapinhos de panos molhados.

da roupa
que perdi completa,
quando nu envaideci alma,
ou quando desavergonhado
falei sem noção de delírios
enquanto tua pele macia me cobria,
restou só alguns respingos e suores escassos.

Por nos amarmos,
qual loucos,
é hora de revelarmos ao mundo
que amantes, deitados, perdem o pudor
da noção das roupas no armário do tempo.

Por nos amarmos,
qual loucos,
é hora de revelarmos ao mundo
que amantes, deitados, perdem o senso
e a lucidez da nudez, enquanto abraçados.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 03/05/2005
Código do texto: T14440
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho