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SINTO FALTA DELE

" Homenagem ao meu Pai "



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Tive uma infância privilegiada, meu Pai sempre me deu de tudo do bom e do melhor, mas sempre foi meio fechado,  mas era o jeito dele. Pernambucano e ainda por cima militar, talvez por isso achasse que tudo tinha que ser exatamente como ele queria, e por isso diversas vezes batíamos de frente; porém tinha um coração de ouro, vivia se preocupando com o que eu fazia e como eu vivia, dava muito carinho e atenção ao meu filho, e naquele jeitão dele calado sei que se preocupava comigo; porém o cruel destino veio querer que ele, meu Pai, viesse a sofrer de um problema no coração, não sei ao certo o nome daquilo que ele tinha, apenas sei que os médicos o proibiram de exercer qualquer tipo de esforço físico, pois seu coração batia menos que o normal.



Só que meu Pai sempre foi uma pessoa muito ativa, praticou esportes, gostava de andar de bicicleta, caminhar, enfim, jamais aceitava a condição que os médicos lhe impuseram e no dia 25 de setembro do ano de 2004, meu Pai estava em minha casa, sentado no degrau da escada, conversando e assistindo a  novela das 19:00 hs e como se fosse um passarinho me deixou; seu pobre coração cansado, simplesmente deixou de bater; foi tão natural e calmo que ninguém percebeu.

Apenas eu notei quando descia a escada e pedi para que ele se levantasse para que eu pudesse passar e não obtive resposta; entrei em desespero, meu mundo desabou, meu velho estava ali na minha frente e eu sem ter o que fazer, incapacitado de trazê-lo de volta para mim.



Hoje, acredito que ele esteja em um lugar melhor e espero quando minha hora chegar poder revê-lo, e dizer pra ele o quanto o amo e amei, pois nunca na minha vida tive a coragem de dizer isto ao meu Pai, nunca na minha vida meu Pai ouviu eu dizer: Pai, eu amo você.



Não tem um só dia que eu não lembre do meu Pai; não tem um só dia que eu não pense em tantas coisas que poderíamos ter feitos juntos. Sinto muita falta dele, sinto falta de nossas brigas, do seu sorriso, das palavras secas que me dizia quando tinha a certeza de que eu estava errado, enfim, nós somente descobrimos que amamos realmente alguém, quando o perdemos.



Hoje, choro toda vez que penso no meu Pai e no quanto ele me faz falta.
Jorge Santos
Enviado por Jorge Santos em 24/04/2006
Código do texto: T144580
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Sobre o autor
Jorge Santos
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 47 anos
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Jorge Santos