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Nem Toda Hora

Toda vez, não é toda hora:
nós somos iguais uma vez,
depois tudo se esmoa e se perde.
Mas de que vale o esforço
se não há onde levar?

Se ela não perdoa/não me perdoa!
Foge pelos espinhos e corredeiras,
mas perdoar é coisa de senão.
Senão eu não perdôo!

De que vale minhas rosas e jardins,
Meu vale, minhas montanhas,
o vento que me roça
o sol que apazinha?

Por isso, toda vez, não é toda hora
Cada minuto já dormiu no ontem,
o futuro é daqui há pouco
e o presente foi até logo.

Se tiver de voltar, não volto,
se pedir, não faço.
Rodo igual carrapeta,
mas pros braços dela
já não retorno.

Coisa fácil de sofrer:
ela só pensa no amanhã
mas o amanhã morreu comigo
numa noite desta,
e chorei de dar pena!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 26/04/2006
Código do texto: T145499
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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