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HIPOTÉTICA HISTORIETA

O homem, quando morre,
a alma vai pro céu;
o corpo logo dorme,
descansa do seu fel.

Viaja na semente
e nasce couve-flor
que foi um dinossauro
em galáctico horror.

Será que fui, que sou, serei,
uma infundada hipótese
criada por um rei
que usava prótese?

Será que d'água vim,
que d'água emergi
feito estranha forma
que hoje me cumpri?

O metro do pedreiro
não mede o tempo não,
que não se mede nunca,
o infinito não tem chão.

Me diz que vou
para onde não irei
pois que d'onde sou
eu nunca partirei.

Calado fico e falo,
ereto feito o céu
que não tem nenhum lado
e nada atrás do véu.


Preto Moreno











Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 26/04/2006
Reeditado em 29/04/2006
Código do texto: T145634

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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