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Sem Orvalho

Olhando de lado
a gente percebe.
Olhando de frente,
também.
Não olhando, você,
de permeio, sente mais
ainda.
É porque de fora
virou prá dentro.
Que posso fazer
que tudo embutiu.
Como se fosse tudo bem
empacotado.
Me pegaram - na minha hora -
e misturaram tudo dentro
do nada.
Na caixa vazia restou
eu e a escuridão.
Mas que posso fazer,
sou desdedos dos vazios,
pertinaz dos incoerentes.
Sou também viva voz
dos perdidos,
dos largados
pelo vivaz tempo.
Então virei caixa de
chutar - sem ao
menos de de vidro
sem ao mesnos poder
fazer um pedido.
Ah! se eu pudesse,
eu largaria minha voz
meio atroz,
e soltaria o verbo.
-Me tirem desta caixa
de vazios, sem sol e em
lua.
Sem orvalho da noite,
sem amigos deconhecidos
ou qualquer mulher
que pode ser até mesmo a padrão.
Diria, me soltem daqui.
Tragam até me avó
e peçam a ele que
pelo menos me dê a mão.
Juro, agora,
preciso de mãos,
mesmo que seja aqueles
que fazem o plantões dos mortos!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 27/04/2006
Código do texto: T146044
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel