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TSUNAMIS


Ondas gigantes
Como muralha de águas
Devoram as praias
De modo rompante

Derrubam as árvores
Inundam os portos
Arrastam os vivos
E retornam com os mortos

Invadem as casas
Como o ladrão da manhã
Levando consigo
Tudo que há pela frente:
Carros, corpos e gente.

O lamaçal se torna corrente
Não há lugar de refúgio
Todos estão inseguros
Não há nada sólido
Tudo é pó – ou lodo sem rosto.

O paraíso de outrora
Foi engolido sem hora
Por um mar de horrores
E o dia ensolarado
Perdeu suas cores.

As ilhas mudaram de rumo
A terra se cambaleou
(Perdendo seu prumo)
O dia tornou-se mais longo
Mesmo que na fração de um segundo.

Como relíquias antigas
Casas se tornaram ruínas
Prédios tombaram de vez
E os caminhos perderam sua sina

Maior perda foi humana
E a atmosfera local
Foi inundada
Pelo choro das vítimas
Que gritavam inconscientes
E sufocada
Pelo grito dos inocentes

E o silêncio constante
Dos cadáveres mudos
Afogados no mesmo instante
Deixou a todos surdos
Pelo estrondo de um vazio distante

Como o som das trombetas
O barulho das almas gritantes
Dos homens de todas as idades
Clama por mais piedade
À natureza inclemente
Maltratada há séculos incontáveis
Pela intolerância
Dos homens ignorantes
E pela ignorância
Dos homens intolerantes.
Pedro Ernesto Prosa e Verso
Enviado por Pedro Ernesto Prosa e Verso em 27/04/2006
Código do texto: T146148
Classificação de conteúdo: seguro

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Pedro Ernesto Prosa e Verso
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Pedro Ernesto Prosa e Verso

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