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Sem Cruzes

As coisas intemporáveis
são as mais cativantes.

Sou arquétipo do tempo,
moldurado do sol,
até você dizer,
dizer prá mim,
que a festa acabou.

Fui ver um morto,
que não era eu.
Fui visitar
sua sepultura
que não era minha,
mas, sou jazigo torto
que entra pela porta da vida
para esperar a morte.

E senti medo.
Medo de voltar
a ser criança
e cultivar mais medos.

Quando você partiu
apenas disse que não
demorava.

E anos se foram,
como partem os
vôos de aves sem rumo.

E eu espero que o brando do
pássaro termine
seu laço de eternos,
e pouse em meus ombros,
já arqueados.

Mas, um dia volte com luzes,
cruciada de pérolas de amor!
Mas sem cruzes!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 28/04/2006
Código do texto: T146642
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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