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O CHAMADO





Meu coração é um brejo triste ao som do alaúde
Triste sapo que não se ilude
Com as borboletas lá no alto de um prédio.

Meu coração é um bôbo triste ao som das horas
Triste bôbo que não se ilude
Com os sinos da mais triste catedral.

Pulo que pulo
E paro aos pés de uma montanha
E fico triste e com vergonha
Meu coração é do tamanho de uma grama.

Meu coração é sopa fria com olheiras
Triste sopa que não se esquenta
Com os fogos de artifício lá na floresta.

Pulo que pulo
Me acabo sapo
Meu coração é um brejo triste ao som do alaúde.


Preto Moreno
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 28/04/2006
Código do texto: T146897

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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