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[Correnteza]

O trem de carga buzinou ao longe,
a lua descaiu atrás das serras [de Minas],
a escuridão cobriu o vale do rio,
e eu fiquei na varanda, perdido...

Os meus olhos buscam, buscam, buscam...
Mas da paisagem noturna das ruas molhadas,
recolhem apenas o Nada, a vertigem
da vida parada no Agora, nesta varanda;

parada sim, mas só na superfície de interação,
pois no fundo, a correnteza é louca,
e vai me levar, com inexorável certeza,
para os anseios malucos do meu coração!

O poema é sem fim, é o único jeito que tenho
de estar sozinho, de suportar-me, enfim!
ou então, de devolver, no jato de um vômito,
a comida que me foi servida no dia hoje!
Carlos Rodolfo Stopa
Enviado por Carlos Rodolfo Stopa em 29/04/2006
Reeditado em 01/07/2012
Código do texto: T147175
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carlos Rodolfo Stopa
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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Carlos Rodolfo Stopa