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Do nascer da ilusão

Foi vertida a rosa em leite
Embranquecida de terror.
Que corria em minhas linhas
Fracas, nervosas e apáticas.

Caiu o pincel ainda úmido
De tinta cor de nada
De vazio de vida
E transbordante felicidade.

A paisagem mais florida
A cegueira desvendou
Ou o brilho dos olhos
vingou tanta ingratidão.

Pois certeiro aferrou-me
Dor de dor de paixão.
Do nascer da ilusão
Decependo a tarde.

E valeu a dor de morte
De medonhas fotos antigas.
Nos pasmos dois segundos:
Aqueles em que me olhou.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 29/04/2006
Código do texto: T147408

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck