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Danço ao Léu

Não sei mais o que deixar
de lembranças e desencantos:
o melhor do seria,
seria relaxar.

Mas tenho que depositar
algo - volúvel ou prático -
antes de sair a andar.

Uns dizem:
deixe as botas,
outros,não,
deixe um senão,
uma parte do coração,
ou venda suas coisas em lote.

A bem da verdade,
se é que alguém
se importa
em não ter ninguém,
faço fila
na sala de espera
e levo no porém.

Mas chega o dia
das nove horas,
hora difícil de enterrar;
levam lá o homem de
bruços-enviezado,
e nada falam de cor
ou alento.
Tudo com rezas azedaa!

Só dizem: fique atento:
o próximo a petular o céu
pode ser você,
sem nenhum alento!

Já que a história é
essa, preparo minhas
coisas e fico de
prontidão no colo dela,
cheio de glória!

Quando a voz escura
aparecer, já sei!
Minha hora chegou
igual a uma escuna.

Então lá vou eu ao léu,
pro mar sem peixe;
e se alguém me perguntar
digam que fui,
de traje esporte,
fazer meditação
lá onde ninguém
acha as brumas do céu!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 01/05/2006
Código do texto: T148251
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel