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Do Branco ao Azul

Luzes sem volta,
igual a dormentes
esquecidos.
Paródia de dois,
sem valsa,
faz a corda,
pareia o laço
e silencia os mortos,
com a promessa de vida
de rasas moras.

Vivo a procura da corda,
que faz o laço,
que adormece o morto,
que faz o torto
e cobra os pedaços.

Se no meu jardim sou
espelho da terra e das flores,
saio um pouquinho do
empezinho do sol,
e me embriago em sua
fonte de tenra cores.

Já me passo de resguardo,
vou alento e tonto,
à procura de sua sede,
mas se quero mais,
mais tenho que plantar!

E quanto mais aro e planto,
mas quente fica minha sede,
mas premente fica sua busca.

Mas como achar você
do branco ao azul,
misturada entre mil rosas,
que já nem sei a cor;
mas sei a fábula:
se plantou e não collheu
morrem os dois,
sem chanche,
coroados de espinhos e
embrutecidos pela dor.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 02/05/2006
Código do texto: T148839
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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