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Dos Sagrados

sozinho é você
quando
descobre isso.

sozinho é você
não fazer parte
do ritmo:

é igual viver na
cidade onde
tudo arde !

é escalar montanhas
interiores, e descobrir
que as alturas
que mostravam, eram
apenas miragens.

os sozinhos
não se unem
com medo de
ficar mais sós.

sozinho é
você perdoar,
e, mesmo assim,
ser colocado
à revelia dos homens,
na tigela rasa
e
ser visgo de aragem.

mas, com toda esses
sozinhos eu sei:
onde ela não está,
estou eu,
se parte, fico, se ela
fica,
saio eu.

céus!
coisas do
espírito!

e, por isso,
de tanto
forçar o abandono,
daquela mulher,
foi
que descobri o
tamanho de meu vazio.

a dó do meu desespero,
em me verem diferentes,
torto,sem chama,
sem rótulo
ou alcunha.

temo que me
façam
açode de
passantes.

e, por tudo isso,
já não sou parte.

fui atirado à cela
dos pregos
de onde todo mundo
foge e
daqueles que passam
e ninguém percebe.

e lá estou eu,
lá você me acha!

a porta é grande,
é feito de rachas
de tempo.

lá estou eu.
sentado e plácido,
igual a ave
de voar sozinha.

mas, estou lá,
do outro lado
do espelho,
esperando
que o vento
logo esmaeça.

se já sou
pó antes,
pó serei
doravante.

e, logo,
sou retrato
passado.
um fiasco
com nome
e passadiço.
mas
meu interior
é sagrado:
ele..não
forneço!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 02/05/2006
Código do texto: T148843
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel