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SOLIDÃO

Triste,
Olhar perdido,
Ausente, pensante,
Relembra passado,
Que se foi num embalo,
Qual ligeira brisa que afasta as folhas.

Hoje só,
Procura horizontes,
E a vista cansada, sem brilho,
Quase opaca,
Vislumbra formas,
E na solidão forçada,
Não vê cores, nem figuras,
Muito menos as  flores.

Seu perfil de antes,
Vigorosa, ousada, bem forte,
De contornos suaves,
De graça aprimorada,
Hoje já não existe,
Pois sabe, na imagem que projeta,
Que é velha, passos lentos,
Faces enrugadas, sem rubor,
Sem viço, apagadas,
Um acinte da que foi,
Na juventude de outróra.

Num canto, vazio,
Tateia formas, não encontra,
Familia talvez,
Amigos, nem sempre,
E triste, desolada,
Ativa a memória,
Desgastada no tempo,
E diz ao coração:-

Fui gente,
Criei fantasias, como jovem ousei,
Dei alegrias, fui amada, amei,
Rubor na face já tive,
E porque hoje sou velha,
A familia que tive,
Hoje já não tenho.




Jairo Valio
Enviado por Jairo Valio em 02/05/2006
Código do texto: T149235

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Sobre o autor
Jairo Valio
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 82 anos
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Jairo Valio