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Dói-se



 

 

Dói-se de silêncio, dói-se da solidão sôfrega das estrelas.

Dói-se da terra áspera das palavras. Dói-se do fim constante e perpétuo.

Cada nome procura o verbo. Cada verso procura a espalda da existência.

 

Podem agora os livros abrirem-se, e o poeta cair noutra nascente
Constantino Mendes Alves
Enviado por Constantino Mendes Alves em 03/05/2006
Código do texto: T149729
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Sobre o autor
Constantino Mendes Alves
Portugal
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Constantino Mendes Alves