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Muitas em mim II * Acordei...

Acordei e busquei por mim na casa toda.
No quarto... na varanda... no espelho...
Não encontrei, nada mais achei de mim...
Só meu cérebro dando seu velho conselho.
 
Percebi que um pedacinho de mim ficou
Na primeira lágrima da incompreensão...
Outro maior foi atirado na noite de espera,
Outro pela desconfiança grande e sem razão.
 
Acordei e só encontrei minha sombra...
Vagando num vale escuro e tenebroso,
Pedindo aos deuses uma nova chance,
Poder fugir, sair do castigo impiedoso...
 
Acordei buscando todas que fui...
A otimista... a pacifista... a egoísta,
A mulher fatal, a carente, a passional,
A que perdeu de vez o tino, a artista...
 
Hoje acordei e lamentei ter acordado...
O sol brilhava, era meu pranto verdadeiro,
As desilusões, montanhas de gelo em mim,
Desenhando em fogo... o adeus derradeiro...
 
Quantas de mim amaram até a loucura?
Todas, eu bem sei... todas foram amor...
Ainda que rebeldes, não aceitando ordens,
Mas feras dóceis e sensuais até na dor...
 
Acordei e notei que a minha criança soluçava,
Pobre... carente... isolada... desamparada...
Seu riso franco não mais ecoava pela casa...
Minha criança estava numa tristeza danada...
 
Mas a vida pedia o retorno de todas em mim...
Lavei o rosto, enxuguei a lágrima, peguei o baton.
Era a volta da cigana arretada, sensual, corajosa...
E a casa escura... vestiu-se de festa e luz néon...
 
Finalmente...  todas voltaram sorrindo...
Era chegado o tempo... - Tempo de viver
O amor verdadeiro, ainda que clandestino...
E amadas, todas se deixaram amanhecer...
Mary Trujillo
16.04.2006

Muchas en mí II * Desperté...

Desperté y me busqué por toda la casa.
En el cuarto... en la veranda... en el espejo...
No encontré, nada más encontré de mí...
Sólo mi cerebro dando su viejo consejo.
 
Percibí que un pedacito de mí se quedó
En la primera lágrima de la incomprensión..
Otro mayor fue lanzado  en la noche de espera,
Otro por la desconfianza grande y sin razón.
 
Desperté y sólo encontré mi sombra...
Vagando en un valle oscuro y tenebroso,
Pidiendo a los dioses una nueva chance,
Poder huir, salir del castigo impiedoso...
 
Desperté buscando todas que fui...
La optimista... la pacifista... la egoísta,
La mujer fatal, la carente, la pasional,
La que perdió de vez el tino, la artista...
 
Hoy desperté y lamente por haberme despertado...
El sol brillaba, era mi llanto verdadero,
Las desilusiones, montañas de hielo en mí,
Dibujando en fuego... el adiós postrero...
 
¿Cuantas de mí amaron hasta la locura?
Todas, yo bien sé... todas fueron amor...
Aunque rebeldes, no aceptando ordenes,
Mas fieras dóciles y sensuales hasta en el dolor...
 
Desperté y noté que mi niña sollozaba,
Pobre... carente... aislada... desamparada...
Su sonrisa franca no más repercutía por la casa...
Mi niña estaba en una tristeza condenada...
 
Pero la vida pedía el retorno de todas en mí...
Me lave el rostro, me sequé las lágrimas, tome el carmín
Era la vuelta de la gitana impedida, sensual, valiente...
Y la casa oscura... se vistió de fiesta y luz neón...
 
Finalmente...  todas volvieron sonriendo...
Había llegado el tiempo... - Tiempo de vivir
El amor verdadero, aunque clandestino...
Y amadas, todas se dejaron amanecer...
Mary Trujillo
16.04.2006

Versión en Español: David Yauri

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Mary Trujillo
Enviado por Mary Trujillo em 04/05/2006
Código do texto: T149954

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Sobre a autora
Mary Trujillo
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