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APENAS UM ADENDO

É hora de um adendo
Antes de deitar para dormir,
Continuar morrendo
Mergulhado na piscina do porvir.

E um porvir de sonhos e tontos
E um mar de desencantos medonhos
E uma clarividência de pronto
Bate enquanto o peito boceja tristonho.

Amanhã, amanhã talvez a poesia acorde
Ou então morra de uma vez por todas,
Antes de um penúltimo acorde
Do então sonhado blues das noites rotas.

Perdurar até não mais existir,
Fazer do paraíso um aglutinado pós tudo,
Se é que um dia irei não extinguir
Pelos laços dos laços do cotidiano escudo.

É hora de um adendo,
Mas antes um trago do gato arranha peito,
Que desce pelas entranhas ardendo
O asco que feroz vocifera no auto-gueto:

Atroz é o arco do arqueiro,
Suave a pena que enfeita a flecha;
O ato que desencadeia rasteiro
Através do tempo a morte desfecha.

E arqueiros somos
E flechadas tomamos,
Enquanto cromossomos
Defeituosos e insanos
Procriam diante
Da febre dos nossos ânus.
Celso Godoi Neto
Enviado por Celso Godoi Neto em 05/05/2006
Código do texto: T150709

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Sobre o autor
Celso Godoi Neto
Porto União - Santa Catarina - Brasil
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Celso Godoi Neto