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Se chegar

Angélica T. Almstadter

Se chegar, não estranhe os sinos;
Pendurados  na varanda,
A porta levemente encostada,
Só os ventos me trazem hinos.
Não censure minha liberdade franca,
A voz rouca e arrastada,
Tenho canários aprisionados,
Grandes gaiolas enfeitadas,
Ando descalça e despida,
A me conhecer despojada.
 
Se chegar, dispa-se na entrada,
Traga os olhos lavados;
No sereno das madrugadas,
Traga beijos orvalhados,
Abraços amplamente espaçosos,
Suspiros generosos,
Sussurros secretos, seletos.
 
Se chegar quando eu adormecer,
Não acorde meus sonhos,
Adentra por eles a viver,
Reconheço-os tristonhos.
Há ainda alguns a dividir,
Claramente delicados,
É só pegar-me pelas mãos,
Pela minha face a sorrir,
E os meneios agitados;
Saberá em que desvãos
Encontrará o meu fremir
 
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 06/05/2005
Código do texto: T15078

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55633 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 07:00)
Angélica Teresa Almstadter