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Conflitos


A cada  momento eu vivo a vida
A cada instante uma nuvem cai
A cada hora me desespero sempre esperando a saída
Para os problemas imperdoáveis
Para  a chegado do inteligível.

Caminhando por uma estrada poeirenta
Encontro a sorte que nunca pedi
Caminhando no espaço vazio abandono-me e nunca me acho
Fico com o cordão da luta
Mas esqueço o fim da linha.

Aperto a minha máscara e vejo
Tudo que não vi antes
Tudo que neguei ontem
Tudo que paguei
Tudo que abandonei
Tudo que neguei.

Que mundo limpo é o meu
Que tolice foi a minha
Que absurdo vivi
Quando fechei os olhos aos céus
E descobri poderes
Maiores do que o meu.

Sou apenas a menor das criaturas,
Com desejos , vícios e virtudes,
Não sou nada quando fecho os olhos
Não sou nada quando choro
E não sou nada quando bebo ;
Do meu veneno
Do meu cianeto
Da minha calma
Da minha paz
Dos meus medos
Dos meus desamores
Da minha falência
Da minha estupidez
E da minha altivez,
Que uma vez encontrei na calcada do meu templo
Que uma vez enfrentei na trincheira da morte de rua
Que um dia apareceu vestida de sol
Que uma dia recitou  doze ,nove da revelação

E por um instante encontrou-se ;
Com todas as respostas ,
Para perguntas jamais analisadas.....

POETA JOSE MARIO DANTAS
Enviado por POETA JOSE MARIO DANTAS em 05/05/2006
Reeditado em 26/12/2010
Código do texto: T150841
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
POETA JOSE MARIO DANTAS
Caicó - Rio Grande do Norte - Brasil, 42 anos
121 textos (4659 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 15:46)
POETA JOSE MARIO DANTAS